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Febre Aftosa

Saiba tudo sobre esta doença.


A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por um vírus que afeta animais de casco bipartido, como bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos.

Transmissão da Febre Aftosa

A enfermidade pode ser transmitida de várias formas:

  • Contato Direto: Através do contato com animais enfermos, incluindo secreções e excreções.
  • Vias Aéreas: O vírus pode ser aerotransportado, facilitando a transmissão.
  • Meios Indiretos: Objetos, vestuário e mãos de pessoas que lidam com animais doentes podem propagar o vírus.

Além disso, o sangue dos animais infectados contém uma grande quantidade de vírus, especialmente na fase inicial da doença. O vírus da febre aftosa é altamente resistente, podendo sobreviver por meses na medula óssea do animal (mesmo após sua morte), no pasto, na farinha de ossos e no couro.

Sintomas da Febre Aftosa

Os primeiros sinais da febre aftosa nos animais incluem:

  • Febre alta e perda de apetite, levando à consequente perda de peso.
  • Aftas na boca, gengiva ou língua.
  • Feridas nos cascos e nos úberes, que causam grande desconforto.

Esses sintomas resultam em:

  • Salivação excessiva, contaminando o ambiente ao redor.
  • Dificuldade para se alimentar e locomover devido às feridas nos cascos.
  • Redução na produção de leite, comprometendo o crescimento e engorda dos animais.

A gravidade da doença pode variar, mas é mais severa em animais jovens, especialmente os que estão em fase de aleitamento. Além disso, animais infectados pela febre aftosa ficam mais suscetíveis a outras doenças devido à fraqueza gerada pela infecção.

Impacto Econômico da Febre Aftosa

A febre aftosa causa prejuízos econômicos significativos, afetando pecuaristas de todos os portes, desde pequenos até grandes produtores. A gravidade da doença não se resume apenas às mortes de animais, mas se estende aos seguintes aspectos econômicos:

  • Interdição de Propriedades: As propriedades com animais doentes são submetidas a quarentena e restrições, impedindo a comercialização e movimentação dos animais.
  • Dificuldades na Exportação: A exportação de carne e produtos derivados é severamente afetada, devido às restrições sanitárias impostas por países importadores, resultando em perda de mercado e queda nos preços.

Tratamento para Febre Aftosa

Em alguns países, o controle da febre aftosa envolve o sacrifício de animais doentes e suspeitos, a destruição dos cadáveres e a indenização dos proprietários.

Medidas de Tratamento

O tratamento inclui a desinfecção completa do local com soluções de soda cáustica a 4% em leite de cal para caiação, além da fervura ou pasteurização do leite destinado ao consumo humano ou animal. O manejo dos animais infectados pode envolver:

  • Medicação das Feridas: Aplicação de medicamentos nas lesões para promover a cicatrização.
  • Tônicos Cardíacos: Utilizados em casos de fraqueza severa para fortalecer o sistema cardiovascular dos animais.

Medidas Auxiliares

Além do tratamento direto, várias medidas auxiliares são recomendadas para reduzir a propagação e melhorar o bem-estar dos animais:

  • Pedilúvios: Utilização de pedilúvios na entrada dos currais e estábulos para desinfecção.
  • Alojamentos Limpos e Ventilados: Manutenção de áreas limpas e com boa ventilação.
  • Alimentos de Fácil Mastigação: Fornecimento de alimentos que os animais possam consumir facilmente, minimizando o desconforto.
  • Lavagem da Boca: Uso de soluções adstringentes e antissépticas para limpeza bucal.
  • Tratamento das Feridas nos Cascos e Úberes: Cuidados específicos para lesões nessas áreas.

Prevenção

No Brasil, a prevenção da febre aftosa é realizada por meio de vacinação obrigatória, aplicada a cada seis meses a partir do terceiro mês de vida dos animais. É fundamental que os criadores sigam as recomendações do fabricante quanto à dosagem, validade e modos de conservação da vacina.

Uso de Soro

Em casos especiais, pode ser utilizado soro de animais hiperimunizados como uma medida adicional de controle.

Cuidados a Serem Tomados

Para garantir a prevenção e controle da febre aftosa, é essencial seguir algumas diretrizes importantes:

1. Vacinação

  • Re-vacinação: Animais que receberam a primeira dose de vacina devem ser revacinados 90 dias após a primeira vacinação.
  • Vacinação de Vacas Prenhes: Vacas prenhes devem ser vacinadas para proteger o bezerro através do colostro. A vacinação não causa aborto; o manejo inadequado é o que pode levar a esse problema.
  • Manuseio de Vacinas: Exija que o revendedor acondicione e transporte corretamente as vacinas. Siga o calendário de vacinação, aplicando a vacina a cada seis meses, a partir do terceiro mês de vida do animal.

2. Medidas em Caso de Suspeita de Doença

  • Notificação: Ao suspeitar da presença da doença em sua propriedade ou na de vizinhos, avise imediatamente um médico veterinário.
  • Isolamento: Isole os animais doentes e proíba a entrada e saída de veículos, pessoas e animais.
  • Desinfecção: Instale pedilúvios com desinfetantes e siga as orientações do médico veterinário para desinfecção do local.

3. Compra e Transporte de Animais

  • Vacinação Exigida: Exija que os animais adquiridos estejam vacinados contra a febre aftosa.
  • Atestado de Vacinação: Só realize o transporte de animais com o atestado de vacinação em dia.

4. Quarentena de Novos Animais

  • Isolamento Inicial: Animais recém-chegados de outras propriedades devem ser isolados, vacinados e observados por um período mínimo de 15 dias antes de serem integrados ao rebanho.

5. Medidas em Exposições e Feiras

  • Higiene Rigorosa: Adote medidas rigorosas de higiene e desinfecção. Em caso de risco elevado, as autoridades sanitárias podem suspender os eventos.

6. Educação e Vigilância

  • Conhecimento da Doença: É crucial que o pecuarista conheça bem a febre aftosa e esteja preparado para tomar medidas sanitárias adequadas.
  • Consultoria Veterinária: Mantenha contato frequente com o médico veterinário para orientações e esclarecimentos necessários.

Seguindo essas orientações, é possível prevenir e controlar a febre aftosa de maneira eficaz, protegendo a saúde dos animais e minimizando os impactos econômicos.

Cuidados com a Vacina contra Febre Aftosa

Para garantir a eficácia da vacinação contra a febre aftosa, é essencial seguir rigorosamente as recomendações do fabricante e adotar algumas práticas importantes:

1. Conservação Adequada das Vacinas

  • Temperatura Ideal: As vacinas devem ser mantidas entre 2°C e 6°C, usando geladeiras domésticas ou caixas térmicas com gelo.
  • Evitar Congelamento e Calor: Tanto o congelamento quanto a exposição ao calor podem comprometer a eficácia da vacina.

2. Transporte da Vacina

  • Uso de Caixas Térmicas: Durante o transporte do revendedor até a propriedade, as vacinas devem ser mantidas em caixas térmicas com gelo para preservar a temperatura adequada.

3. Aplicação da Vacina

  • Dosagem Correta: A dose recomendada deve ser aplicada conforme indicado no rótulo da vacina. Aplicar uma dose menor não proporciona a proteção necessária aos animais.
  • Agulhas Apropriadas: Use agulhas de calibre adequado para evitar que a vacina escorra pelo orifício criado no couro do animal, o que poderia reduzir a dose aplicada.
  • Local de Aplicação: A vacina deve ser administrada por via subcutânea (embaixo da pele).

4. Seleção dos Animais

  • Vacinação de Animais Sadios: Animais doentes ou mal alimentados podem não responder adequadamente à vacinação. Nessas situações, consulte um médico veterinário para orientações específicas.

5. Período de Eficácia

  • Tempo de Resposta Imunológica: Os efeitos da vacina começam a aparecer entre 14 e 21 dias após a aplicação. Se os animais manifestaram a doença antes desse período, é provável que já estivessem infectados antes da vacinação, mas sem apresentar sintomas visíveis.

Conclusão

A febre aftosa é uma doença viral grave que pode causar grandes prejuízos econômicos e sanitários. Para controlá-la, é crucial seguir as práticas de vacinação obrigatória e biossegurança, incluindo o manejo adequado e a desinfecção. A colaboração entre pecuaristas, veterinários e autoridades é essencial para prevenir surtos, proteger o rebanho e garantir a segurança dos produtos de origem animal. A adesão às campanhas de vacinação e às regulamentações é fundamental para a saúde dos animais e para a prosperidade do setor agropecuário.